sábado, 13 de janeiro de 2024




 Hoje Armação dos Búzios vive um dia muito triste com a partida de Luiz Carlos Gonçalves "Cabelada", um grande personagem muito querido por todos. Sua ausência com certeza vai ser notada, e muito sentida durante algum tempo em todos lugares da cidade, já que ele costumava aparecer até onde não esperava que ele fosse.

Aos amigos, parentes, familiares, e principalmente á sua filha Natália De Pinho Gonçalves, meus sinceros sentimentos.
E ao querido amigo Cabelada, desejo uma ótima passagem e vou além... Tenho certeza que "o outro lado do Caminho" já está em festa com a chegada dele.
(Segue abaixo uma crônica do meu livro Crônicas Casos e Causos")
Todo juiz é ladrão. Cabelada não !
O juiz de futebol Luiz Carlos Gonçalves, mais conhecido nos meios futebolísticos, rodas de samba do Clube Elite, quadras das escolas de samba, principalmente na sua querida Vila Isabel, como Cabelada, começou a frequentar Búzios nos anos 80. Com sua alegria, logo conquistou muitos amigos na cidade, em sua maioria pescadores, que lhe vendiam os peixes para suas aventuras culinárias sempre regadas a muitas cervejas geladas e que terminavam com uma degustação de excelentes puros cubanos.
Cabelada, quando estava na cidade, participava dos jogos do campeonato local e sempre depois dos jogos se colocava à frente da batucada durante o churrasco, fosse na vitória ou na derrota a festa estava garantida. Numa dessas batucadas, acabou tendo a ideia de fundar um bloco cujo nome Rola Cansada não agradou muito à comunidade, assim como também a galera que já estava começando a perder o faro e não dando conta do recado, se sentiram ofendidos.
O bloco Rola Cansada tinha até um bar com o mesmo nome que virou a sede oficial. Quando desfilava arrastava uma multidão devido a alegria e a irreverência do Cabelada que era o autor dos sambas cujas letras bem-humoradas tinham sempre um duplo sentido. E a fama do bloco se espalhou por toda região, onde em um dos desfiles teve a presença do poderoso Castor de Andrade, que apesar de diversos compromissos no carnaval, se rendeu ao convite do amigo e acompanhou o bloco do começo ao fim.
O bon Vivant Cabelada morava em Búzios no segundo andar de uma casa alugada ao Silvano, dono do famoso Bar Nascimento, que para os moradores era chamado de bar do Silvano, onde costumavam se reunir frequentadores sem que houvesse distinção de cor, credo ou classe social.
Em um final de semana, que com certeza seria igual a todos, Cabelada reuniu um grupo de amigos para comemorar o aniversário de um deles. Entre os convidados estavam jogadores, policiais, bicheiros e gente do samba, além de amigos locais. A música era boa, a cerveja estava estupidamente gelada, o whisky era o melhor e a conversa totalmente animada. Ainda era cedo, nem 23h, quando um cidadão que tinha alugado a casa em frente começou a gritar ofensas e fazer ameaças, e o pessoal da festa mandou o cara ficar quieto e ir dormir já que ele era que estava incomodando. Nesse meio tempo, já debaixo de vaias, o cara entra em casa e volta com um revólver na mão, gritando: - Se não acabar a bagunça agora, eu vou mandar bala aí para cima.
Uns seis convidados da festa se afastaram da sacada da casa e logo voltaram com armas na mão, inclusive uma metralhadora, e um deles calmamente falou: - O senhor vai fazer o quê? Mandar bala?
Quando viu a confusão que se meteu, o cara recuou até dentro de casa e em seguida apareceu com uma mala, entrou às pressas no carro e sumiu. O medo foi tão grande que ele foi embora, esquecendo a mulher, filha, sogra, cachorro...


Todas as reaç

sexta-feira, 26 de março de 2021

Todo juiz é ladrão. Cabelada não !

 

 

TODO JUIZ É LADRÃO. CABELADA NÃO!

 

O juiz de futebol Luiz Carlos Gonçalves, porém muito mais conhecido tanto nos meios futebolísticos, como nas rodas de samba do Clube Elite e também nas quadras das escolas de samba, e principalmente sua querida Vila Isabel como Cabelada, começou frequentar Búzios nos anos 80, e devido sua alegria logo conquistou muitos amigos na cidade, em sua maioria pescadores, que lhe vendia os peixes para suas aventuras culinárias sempre regadas a muitas cervejas geladas e que terminava com uma degustação de excelentes puros cubanos,

Cabelada quando estava na cidade participava dos jogos do campeonato local e sempre depois dos jogos se colocava a frente da batucada durante o churrasco, fosse na vitória ou na derrota a festa estava garantida, e numa dessas batucadas acabou tendo a ideia de fundar um bloco cujo nome Bloco da Rola Cansada não agradou muito a comunidade, assim como também a galera que já estava começando a perder o faro, ou seja; não estava mais dando conta do recado e se sentiram ofendidos.

O bloco Rola Cansada tinha até um bar com o mesmo nome que virou a sede oficial, quando desfilava arrastava uma multidão devido a alegria e a irreverencia do Cabelada que era o autor dos sambas cujas letras bem-humoradas tinha sempre um duplo sentido. E a fama do bloco se espalhou por toda região, onde em um dos desfiles teve a presença do poderoso Castor de Andrade que apesar de diversos compromissos no carnaval, se rendeu ao convite do amigo Cabelada e acompanhou o bloco do começo ao fim.

O bon Vivant Cabelada morava em Búzios no segundo andar de uma casa alugada ao Silvano, dono do famoso Bar Nascimento, que para os moradores era chamado de bar do Silvano, onde costumava se reunir frequentadores sem que houvesse distinção de cor, credo ou classe social.

Em um final de semana que com certeza seria igual a todos, Cabelada reuniu um grupo de amigos para comemorar o aniversário de um deles. Entre os convidados tinham jogadores, policiais, bicheiros e gente do samba, além dos amigos locais. A música era boa, a cerveja estava estupidamente gelada, o whisky eram os melhores, e a conversa totalmente animada. Ainda era cedo, acredito que não era nem 23h quando um cidadão que tinha alugado a casa em frente, começou a gritar ofensas e fazer ameaças, e o pessoal da festa mandou o cara ficar quieto e ir dormir já que ele era que estava incomodando. Neste meio tempo já debaixo de vaias, o cara entra em casa e volta com um revólver na mão e grita: - Se não acabar a bagunça agora eu vou mandar bala aí para cima. Uns seis convidados da festa se afastaram da sacada da casa, e logo voltaram com armas na mão, um inclusive tinha uma metralhadora, e um deles calmamente falou: - O senhor vai fazer o que? Mandar bala?   O cara quando viu a confusão que se meteu, recuou até dentro de casa e logo em seguida apareceu com uma mala, entrou ás pressas no carro e sumiu. O medo foi tão grande que ele foi embora e acabou esquecendo a mulher, filha, sogra, cachorro...

 

 

 

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Vacina

 A pandemia causada pelo Covid 19 tem provocado esforços de cientistas no mundo inteiro na tentativa de descobrir uma vacina super eficaz, já que já foram constatadas mutações do vírus em alguns países. Mesmo o Brasil estando em 3º lugar em números de óbitos (mais de 210 mil mortes) , existem grupos de negacionistas ligados ao ex tenente expulso do exército, grupos evangélicos que acreditam na cura através feijões milagrosos, grupos que tomam vermífugos, grupos que se ajoelham nas ruas para orar pedindo cura... Agora que as vacinas começaram a chegar, espertinhos  através de fake news, tentam desacreditar a ciência levando o gado acreditar que tomando a vacina vão se transformar em jacaré. kkkkkkkkkkk                                      Agora estão me perguntando se eu vou tomar vacina...Claro que sim !  Quero a vacina de Oxford no braço direito, a da China braço esquerdo, a da Índia até mesmo de for através de incenso, e a Sputinik da Rússia, mesmo que venha misturada com Vodka.E se a Jamaica fizer também, eu fumo !

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Búzios não é para amadores .

Búzios não é para amadores.

Ontem parei no posto de gasolina, e enquanto conversava com amigos, chegaram três argentinos e se dirigiram a um rapaz brasileiro que estava no balcão da loja de conveniências, e um deles lhe disse - "Compramos la marijuana de un tipo en la playa del Canto" e mostrou duas buchas de maconha para o que estava no balcão, que logo em seguida pegou em suas mãos e logo abriu uma delas, e para surpresa dos argentinos ele falou -  "Isto não é maconha" e constatou que a segunda bucha tbm não era maconha, e sim mato misturado com cocô de cavalo. Os caras ficaram indignados pela falta de profissionalismo e desonestidade do "traficante"
E o que deixou eles mais putos ainda, foi quando falei para eles irem na delegacia fazer uma contra o traficante 171.

sábado, 15 de abril de 2017

CAFEZINHO NA PADARIA

Há algum tempo pela manhã costumo cumprimentar com um bom dia, um senhor que está sempre só e sentado numa cadeira em uma padaria tomando uma xícara de café, e recebo de volta o seu cumprimento. E hoje o dia deveria ser igual a todos os dias anteriores, mas não foi, e por isso resolvi contar como começou o dia.
Hoje pela manhã cheguei a padaria, e vi o cidadão sentado olhando para sua xicara de café já pela metade. Digo bom dia e não obtenho resposta, estranhei, mas segui em direção ao cesto de pães, escolhi meia dúzias, botei na balança para a atendente pesar e em seguida fui ao caixa pagar, e quando ia saindo da padaria resolvi novamente me dirigir ao cidadão. Além do bom dia resolvi acrescentar também o “tudo bem?”. Ele respondeu o bom dia, e quando virei para ir embora ele disse:
- Tá tudo bem e não está. Esta semana choveu um pouco e embora seja bom para as plantas, eu não gosto de chuva. Tá calor e de repente faz frio, e com isso fiquei bastante resfriado, tossindo muito e com febre alta, fui no hospital e me mandaram para a policlínica, levei uma hora para ser atendido e no final me mandaram ir para o hospital. Chegando lá demorei a ser atendido, parece que era hora do lanche e todos estavam numa sala onde a conversa deveria estar muito divertida já que se ouvia muitas e altas gargalhadas, e depois de algum tempo quando fui atendido apenas mediram minha pressão, me deram uma injeção não sei de quê e me botaram no soro, e em seguida me disseram que devia ser uma virose. Saí de não acreditando na tal virose e chegando em casa resolvi fazer um chá com alho, folhas de louro, erva cidreira, mel e capim limão, quando levantou fervura coei e botei até a metade da caneca, e completei até a boca com conhaque, que deu um suadouro danado mas nem liguei, gosto mesmo do calor, afinal Búzios é lugar de praia e não combina nem com chuva e nem com frio e ainda a crise no país que está fazendo o turismo cair, junto com outros motivos como a gasolina cara, as pousadas muito caras, os restaurantes caros, as cervejas caras, esgoto brotando na cidade toda... aí que não vem ninguém, aliás só vem farofeiros, estes vem até se estiver nevando.
- Agora veja bem!  Venho igual a todos os dias tomar um café para meditar um pouco, e vem um puxa saco do prefeito me incomodar falando mal do meu Flamengo, tá certo que meu time não está muito confiável eu admito, mas antes de falar mal do meu time, vai falar mal do prefeito que que não está fazendo nada e que quando sair da prefeitura com certeza deve abrir um salão de beleza, porque maquiagem é com ele mesmo. Eu não votei nele e em nenhum dos candidatos a vereadores que pediram votos para ele, e nem naqueles candidatos flanelinhas que ficaram guardando vaga para ele, e muito menos para os vereadores que estão aí, e pelo andar da carruagem logo vai ter alguns deles virando amigos de infância do prefeito, e acho que o juiz daqui tinha que mandar investigar todos eles. E tenha um bom dia que o meu não começou nada bem!
Em seguida levantou e foi sem olhar para trás.


segunda-feira, 2 de maio de 2016

Pescaria de letras



A receita para um lindo dia de sol:
INGREDIENTES
1 Guarda Sol
1 Cadeira de praia
1 Livro
1 Coqueteleira com capacidade para 4 caipirinhas
3 Puçás.
Chegando à praia, coloque as iscas nos puçás e os leve para dentro d'agua. Em seguida abra o guarda sol, a cadeira, sirva-se de uma dose de caipirinha, beba um gole e comece a ler o livro. Quando as letras do livro começarem a fugir de um lado para o outro, é sinal que á caipirinha acabou. Então recolha os puçás, cadeira, guarda sol, o livro e volte para casa.
Quanto a receita dos siris pescados, eu posto outro dia.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

TOCA RAUL

Chego ao bar do Kalú no bairro da Rasa, ele me abraça e diz: - Tá sumido!
A TV ligada está passando um FlaxFlu sub 20 e acabou jogo com o Flamengo perdendo de 1x0 para minha infelicidade, do Kalú e mais dois flamenguistas presentes.
Peço uma água mineral com gás e quando acabo de beber, Kalú abre uma Brahma estupidamente gelada e me oferece um copo que aceito de imediato e peço dois ovos cozidos que ele tinha acabado de colocar na estufa em cima do balcão, e tive que esperar um pouco os ovos esfriarem para poder comer.
Na máquina de música toca Roberto Carlos desde cedo e segundo Kalú o cara deve estar apaixonado, gosta muito do cantor ou o motivo pode ser outro que ele prefere não comentar. Chego perto dele peço um tempo para usar a maquina e boto Fundo de Quintal para tocar e o Kalú aproveita o embalo e bota uma sequencia de Jorge Aragão e quando acaba, volta o cidadão com Roberto Carlos que parece já está rouco de tanto cantar as mesmas músicas. E desce mais Brahmas!
Nesse meio tempo chega um cidadão no bar e pede uma cerveja, e depois de beber o segundo copo chama o fã de Roberto Carlos e pergunta se ele pode botar umas musicas para ele, já que não sabe mexer na máquina, e o fã concorda prontamente e pergunta qual seriam ás músicas, e como o cara não sabia, perguntou o nome do cantor, e ele pronunciou algo mais ou menos parecido com Ruchecha, e o fã partiu para máquina e botou o dinheiro para tocar duas músicas do Buchecha.
Quando iniciou a primeira música, o cidadão começou a coçar a cabeça meio desconfiado e falou para mim: - Acho que a música está errada, não é quem eu pedi, mas vou esperar a segunda e ver como fica. Começou a segunda música e o cara se desesperou e disse bem alto: - Não é esse cantor que eu pedi, tá errado! O Kalú interveio e disse: - Tem certeza que você não pediu Bochecha? Eu entendi você pedir para tocar Bochecha, e agora diz que não? O cara chegou perto de mim e perguntou: Você não conhece o Ruchecha? Aquele cantor da música Maluco Beleza? Eu agora mais aliviado depois de quase um possível principio de briga, olhei para ele e falei: - Meu amigo! O nome do cantor não é Ruchecha e nem Bochecha e sim Raul Seixas!

E depois de tudo esclarecido, o fã do Roberto Carlos acabou botando para tocar as duas músicas agora acertadamente, e eu para não deixar passar em branco, soltei o famoso grito: - TOCA RAUL!